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Jade Rasifadidas shoes store coupons free shipping any order , Air Jordan 1 Retro High OG 'Chicago' White and Black-Varsity Red For SaleProfessora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Maria Leonor Alves Maia fala da ANPET e de sua gestão na série de entrevistas cujo objetivo é celebrar os 40 anos da Associação. Nona, como é conhecida, presidiu a ANPET no biênio 2021-2022. Novas entrevistas serão apresentadas com ex-presidentes e personalidades marcantes da vida associativa.
Arquiteta de formação, com mestrado, doutorado e pós-doutorado realizados na University College London (UCL), Maria Leonor chegou ao campo do transporte por um caminho incomum — mas que, olhando para trás, faz todo sentido. Sua paixão sempre foi a cidade. E a cidade não existe sem movimento.
Uma arquiteta no mundo do transporte
Maria Leonor se formou em Arquitetura e Urbanismo pela UFPE em 1985. Em 1990, foi agraciada com uma bolsa do Conselho Britânico e partiu para Londres, onde completou o mestrado em um ano na Development Planning Unit da UCL, emendando na sequência o doutorado. Voltou ao Brasil com 33 anos, doutora.
O que veio depois foi uma trajetória rica em gestão pública: atuou em diversas gestões na Prefeitura do Recife e no Governo do Estado de Pernambuco, inclusive como diretora de projetos urbanos, à frente de uma equipe de cerca de setenta pessoas. Foi nesse cargo que o transporte entrou de vez em sua vida. "A questão do transporte fazia parte da pauta que estava dentro da diretoria em que eu atuava."
Quando a Universidade Federal de Pernambuco abriu concurso para professor, colegas da área de Engenharia Civil a incentivaram a tentar. Em 2001, ingressou na UFPE como docente. "Fui para a engenharia civil e me perguntei, assim que cheguei: o que é que eu estou fazendo aqui?" A dúvida durou pouco. A área de transporte a recebeu bem, o mestrado recém-criado tinha uma concepção que a encantou — lidar com a cidade a partir do transporte — e ela mergulhou de cabeça.
Sua primeira ANPET foi em 2002, em Natal. O estranhamento foi imediato — "as pessoas iam de paletó", lembra ela, rindo, vinda de uma área mais relaxada, a da arquitetura. Mas o evento foi revelador. A organização contava com o professor Enilson, colega da UFPE, e com palestrantes que ela conhecia da Prefeitura do Recife. "Ali eu acho que eu recebi a primeira mordidinha da ANPET no sangue."
Três anos depois, em 2005, ela fez uma proposta ousada: trazer o 19º Congresso para Recife. "Eu tenho uma certa mania de organização, de planejar — levei tudo: o que era, como não era, a marca, como ia ser o local, praticamente tinha quase um portfólio de possibilidades de financiamento." A proposta foi aceita, e ela organizou o evento ao lado do professor Oswaldo. "Quando você organiza um evento, você entra em todas as estruturas da organização."
Desde 2002, Maria Leonor faltou a apenas um Congresso da ANPET — o de Fortaleza, em 2008, quando estava no pós-doutorado. Em todas as outras edições, esteve presente não apenas como participante, mas exercendo alguma função: no comitê avaliador de trabalhos, no comitê de prêmios, na diretoria e, por muitos anos, como coordenadora e depois vice-coordenadora da área temática de Aspectos Econômicos, Sociais, Políticos e Ambientais dos Transportes, ao lado do professor Enilson.
O transporte como sistema circulatório da cidade
Quando perguntada sobre como explica a engenharia de transportes para quem está fora da área, Maria Leonor recorre à metáfora do corpo humano. "O transporte é quase como o nosso sistema circulatório. Ele vai do nosso pé à nossa cabeça." Para ela, a área é inseparável da cidade e das desigualdades que nela se manifestam. "A gente mora onde a gente quer? Não necessariamente. Às vezes porque não posso, por uma questão de preço, por uma questão de transporte."
Ao longo de sua trajetória acadêmica, trabalhou com acessibilidade, mobilidade, planejamento urbano, inclusão e exclusão social, sempre a partir de um olhar que questiona o que parece óbvio. "A noção de perto e longe é muito relativa. O que para mim é longe, para uma pessoa que não tem carro e se desloca a pé pode ser rapidíssimo." Esse olhar a fez questionar valores consolidados na literatura e, mais do que isso, ouvir as comunidades com quem trabalhava.
Em 2021, em plena pandemia, Maria Leonor foi convidada pela então presidente Helena Cybis para ser candidata à presidência da ANPET. A resposta inicial foi não. "Não estava no meu radar. Eu já presidia uma outra associação, era diretora de relações internacionais da UFPE." Um mês depois, Helena voltou com a mesma proposta. "Então, bora, tudo bem."
Assumiu a Presidência num momento delicado: a ciência estava sob ataque, o ambiente político era hostil ao conhecimento, e a comunidade precisava se mobilizar. "A gente soube se mobilizar porque foi demandada pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e por outras sociedades científicas para se juntar e defender as universidades públicas, defender a ciência."
Durante sua gestão, trouxe para dentro do congresso a discussão sobre mulheres e meninas na engenharia, na ciência e no transporte. "Foi a primeira iniciativa desse aspecto para um congresso que tem uma característica muito masculina." Desde então, a pauta foi incorporada e ampliada pela associação.
Para Maria Leonor, a contribuição da ANPET vai muito além dos congressos anuais. A associação está presente nos comitês do CNPq e da CAPES, nos ministérios e nas agências — representada por pessoas formadas nas pós-graduações que ela articula. "A ANPET reúne a produção acadêmica na área de transporte. Os professores envolvidos com a temática têm a ANPET na mira."
Mas é o senso de comunidade que ela mais destaca. "A ANPET é um espaço da diferença, e isso é muito saudável. É um espaço comunitário, acolhedor." O encontro anual gera conexões que se desdobram ao longo do ano inteiro: parcerias em pesquisas, participações em bancas, projetos conjuntos entre pesquisadores de diferentes estados que se conheceram nos corredores de um congresso.
Ao refletir sobre os 40 anos da associação, Maria Leonor é direta: "Quarenta anos é uma idade maravilhosa. A gente já aprendeu um bocado de coisa, e o mais legal é que a gente está aberto para fazer muito mais."
O maior desafio, na sua visão, é renovar sem perder a essência. "Renovar sem perder esse ativo tão característico dela — essa capacidade de juntar as pessoas, de ser um espaço de defesa do conhecimento, da ciência, da valorização do ensino e da pesquisa em transportes. Esse olhar não pode envelhecer."
A Universidade de Coimbra (UC), em Portugal, está com a segunda fase de candidaturas aberta para o Mestrado em Gestão de Cidades e Engenharia de Transportes (MGCET), programa voltado ao estudo integrado do território, dos sistemas de transportes e do ambiente.
As candidaturas para a segunda fase decorrem entre 1 de junho e 15 de julho.
Com duração de dois anos, regime presencial diurno e início previsto para setembro de 2026, o curso oferece formação técnica e multidisciplinar orientada aos grandes desafios urbanos do presente e do futuro. O programa prepara especialistas para planejar e gerir cidades e sistemas de transportes mais eficientes, resilientes e centrados nas pessoas.
Ao longo do curso, os alunos desenvolvem competências para diagnosticar, planejar e gerir territórios, infraestruturas e sistemas de transportes, com enfoque na relação entre ordenamento do território, mobilidade e adaptação às mudanças climáticas. A grade curricular inclui disciplinas como Otimização de Redes nos Transportes, Engenharia de Tráfego, Planejamento de Transportes, Análise de Dados Urbanos e Logística Urbana, entre outras. O curso é concluído com dissertação ou estágio.
O mestrado é voltado a graduados em Gestão de Cidades, Engenharia Civil, Engenharia do Ambiente ou áreas afins ligadas ao território e à engenharia. Os diplomados estarão aptos a atuar em empresas, municípios, autoridades de transportes, consultorias e organismos internacionais, além de prosseguir estudos de doutoramento ou atividades de investigação.
O programa é promovido pelo Departamento de Engenharia Civil da UC em colaboração com o Departamento de Arquitetura, o Departamento de Ciências da Terra, o Departamento de Engenharia Mecânica e a Faculdade de Economia da universidade.
Mais informações estão disponíveis no site oficial do programa: www.uc.pt/fctuc/dec/oferta-formativa/mestrados/mgcet/
Em 1995, Helena Beatriz Bettella Cybis chegou ao seu primeiro congresso da ANPET, em São Carlos. Era o nono congresso da associação. Ela estava entrando para um mundo ainda bastante informal: poucos grupos de pesquisa, relações pessoais, processos manuais. Trinta congressos depois, ela olha para o caminho percorrido e reconhece o quanto a associação e a área mudaram juntas.
Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e ex-presidente da ANPET, Helena é mais uma entrevistada da série especial que a associação lança para celebrar seus 40 anos.
A trajetória de Helena na engenharia de transportes começou fora do Brasil. Ela fez mestrado e doutorado na Universidade de Leeds, na Inglaterra, com foco em modelagem de alocação de tráfego, área que, nos anos 1980, vivia um momento de expansão impulsionado pelo avanço dos recursos computacionais. "Todos aqueles recursos de modelagem acabaram tendo oportunidade de se sofisticarem em função da oportunidade de processamento que estava surgindo."
A decisão por transportes teve um empurrão de um colega que ela encontrou em Leeds: Luis Antônio Lindau, que depois se tornaria seu colega na UFRGS e um dos presidentes da ANPET. "Eu identifiquei que em todas as áreas que existiam na Universidade de Leeds, a área de transportes era uma das melhores oportunidades para engenheiros civis."
De volta ao Brasil, ingressou na UFRGS como parte de um grupo jovem que queria ir além da engenharia de infraestrutura tradicional (rodovias, pavimentação, projetos viários) e desenvolver pesquisa em planejamento, operação e economia de transportes. "Eram poucos os grupos que trabalhavam dessa forma. A área de planejamento e operação de transportes só foi crescer e se consolidar a partir da década de 90."
O envolvimento de Helena com a gestão da ANPET começou em 1999, através de um convite do professor José Eugênio Leal. O que ela encontrou era uma estrutura bastante diferente da de hoje.
"Quando eu ingressei na ANPET, toda a gestão dos congressos existia na forma de papel. Os autores enviavam seus artigos pelo correio - cinco, seis cópias - para a secretaria." A secretaria, por sua vez, redistribuía fisicamente os artigos para os avaliadores, que preenchiam fichas e as devolviam também pelo correio. No final do processo, a secretária Teresa reunia tudo (artigos, fichas de avaliação) numa grande mala e a levava pessoalmente para a reunião do comitê científico.
"Essa era a história do comitê científico na década de 90", diz Helena. "Todo esse processo que hoje a gente faz de forma descentralizada era feito centralizado, em cima de material físico."
A virada veio durante a gestão de Lindau, quando Helena atuou como diretora executiva. Foi nesse período que a ANPET desenvolveu seu primeiro sistema eletrônico de submissão, um trabalho que envolveu reuniões para definir áreas temáticas, critérios de avaliação e toda a lógica do processo. "Isso foi a gênese do que hoje são nossas áreas temáticas."
Ao longo dos anos em que atuou na diretoria científica, por cerca de seis anos, intermitentemente, e depois como presidente, Helena acompanhou a associação navegando por transformações que iam além da tecnologia.
Um dos desafios foi a chegada dos cursos de graduação em engenharia de transportes, que criaram uma nova demanda: como abrir espaço para alunos que ainda não desenvolvem pesquisa no sentido estrito, mas têm formação sólida na área? "Era extremamente importante que a gente atraísse esses alunos, mas com oportunidades e contextos diferentes." Daí surgiram iniciativas como a ANPET Jovem.
Outro desafio foi a presença nas redes sociais. "Como a ANPET colocaria sua imagem, seus serviços nas redes? Isso também foi um processo muito discutido." Cada nova demanda exigia que a associação se ajustasse sem perder de vista seu núcleo. "O coração da ANPET é ensino e pesquisa. Agora, nós ensinamos para formar profissionais para o meio. Nós fazemos pesquisa para gerar conhecimento que seja útil para o meio também."
Uma preocupação recorrente na gestão de Helena foi fortalecer o diálogo entre a academia e o setor produtivo público e privado. Na sua visão, essa ponte é estrutural: são as empresas e instituições que trazem os problemas reais que alimentam a pesquisa. "Sempre foi um desafio histórico trazer o setor produtivo para conhecer o que é feito nas universidades e, ao mesmo tempo, trazer sua visão e seus problemas para servir de estímulo às pesquisas."
Durante sua gestão como presidente, ela incluiu na diretoria um membro especificamente responsável por essa interface, alguém que não fosse necessariamente acadêmico, mas que fizesse a ponte com o meio. Com o tempo, o próprio amadurecimento da área foi criando esse canal de forma mais orgânica: muitos ex-alunos dos programas de pós-graduação foram ocupar posições no setor público e privado. "A ANPET gera afetos. Uma vez que as pessoas participem, elas criam um carinho pela associação, e isso também é importante para construir canais favoráveis de relacionamento com o setor produtivo."
Helena acompanhou a ANPET desde o que ela chama de "infância" da associação: "quase um grupo de amigos, localizados em poucas universidades". Ver esse grupo se transformar numa associação reconhecida internacionalmente é, para ela, motivo de satisfação.
"Pesquisadores internacionais que participam dos nossos congressos saem com uma impressão muito boa pela qualidade do congresso, pelo ambiente que a gente promove." Ao mesmo tempo, ela não romantiza: manter a relevância foi sempre uma luta consciente. "É importante mostrar para a comunidade nossa relevância e a qualidade do serviço que fazemos."
Para ela, o principal patrimônio que garante o futuro da ANPET não está nos processos nem nas ferramentas: está nas pessoas. "Enquanto houver esse envolvimento e esse carinho com a ANPET, a gente vai continuar vencendo os desafios que vêm pela frente."
Assista à entrevista com Helena Cybis:
A Fundação Abertis, em parceria com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP) e a Arteris, está com inscrições abertas para a 10ª edição do Prêmio Cátedra Abertis de Pesquisa em Mobilidade Sustentável. O prazo para submissão de candidaturas encerra-se no dia 25 de maio.
O prêmio contempla as melhores teses de doutorado e dissertações de mestrado defendidas durante os anos de 2024 e 2025, em cursos de pós-graduação credenciados pela CAPES em universidades brasileiras. Os temas elegíveis abrangem um amplo espectro da mobilidade sustentável, incluindo gestão de infraestruturas e serviços de transportes, segurança viária, impactos econômicos, sociais e ambientais da mobilidade, novas tecnologias, mobilidade como serviço e sustentabilidade financeira de projetos de infraestrutura, entre outros.
A dotação total do prêmio nacional é de 7.000 euros, distribuídos entre as modalidades de doutorado (referência de 5.000 euros) e mestrado (referência de 2.000 euros). Os vencedores nacionais concorrem automaticamente ao Prêmio Internacional Cátedra Abertis, que conta com uma dotação adicional de 2.000 euros e reúne os melhores trabalhos premiados pelas cátedras da rede em países como Espanha, França, Chile, Itália, México e Porto Rico.
As inscrições devem ser realizadas em duas etapas pelo site https://abertis.poli.usp.br/ e incluem a submissão de cópia digital do trabalho, resumo em inglês e carta de candidatura dirigida à Cátedra Abertis, também em inglês, com a lista de publicações derivadas da pesquisa, principais contribuições ao estado da arte e demais informações relevantes.
Acesse o edital completo e faça sua inscrição em https://abertis.poli.usp.br/.
Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transportes (PPG-ET)
Programa de Pós-Graduação em Transportes (PPGT)
Programa de Pós-graduação em Engenharia de Transportes (PETRAN)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPCivam)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas (PPGEPS)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECAM)
Programa de Pós-Graduação em Energias Renováveis (PPGER)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC)
Programa de Pós-Graduação em Geotecnia, Estruturas e Construção Civil (PPGGECON)
Pós-Graduação em Engenharia de Produção
Mestrado em Geotecnia e Transportes
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PROPEC)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção Acadêmico
Programa de Pós-graduação da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo
Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil e Ambiental
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transportes (PPGET)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC)
Mestrado Profissional em Meio Ambiente Urbano e Industrial (PPGMAUI)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Automação e Sistemas (PPGEAS)
Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil (PPGEC)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP)
Programa de Pós-graduação em Engenharia de Transportes (PPGT)