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Está aberto o período de submissão de trabalhos para o 40º Congresso de Pesquisa e Ensino em Transportes (ANPET), que será realizado entre os dias 26 e 30 de outubro, em Búzios (RJ). Pesquisadores, professores, estudantes e profissionais do setor já podem enviar suas contribuições e fazer parte da edição comemorativa de 40 anos do principal evento científico da área de transportes no Brasil. As inscrições vão até o dia 28 de junho.
Os trabalhos podem ser submetidos pelo site oficial do evento: congresso.anpet.org.br.
O congresso reunirá a comunidade nacional de transportes para debater avanços e desafios do setor em temas como mobilidade urbana, logística, planejamento de transportes, engenharia de tráfego, sustentabilidade e inovação. A programação inclui sessões técnicas para apresentação de artigos, mesas redondas com especialistas nacionais e internacionais, palestras, workshops, minicursos e reuniões de grupos de pesquisa.
Os trabalhos submetidos poderão abordar as seguintes áreas temáticas do congresso: mobilidade urbana, com foco em planejamento e gestão de sistemas de transporte público, mobilidade ativa, integração modal e acessibilidade; planejamento de transportes, abrangendo modelagem de demanda, análise de dados e sistemas inteligentes de transporte; engenharia de tráfego, incluindo operação viária, segurança no trânsito, sinalização e tecnologias ITS; logística e carga, com temas como transporte de mercadorias, logística urbana e cadeia de suprimentos; sustentabilidade, com discussões sobre transportes limpos, eletrificação e redução de emissões; e infraestrutura, envolvendo projeto, construção e manutenção de vias, pavimentação e geotecnia.
Mais informações sobre as áreas temáticas, datas importantes, categorias de trabalhos e instruções de submissão também estão disponíveis no site: congresso.anpet.org.br/
O evento se estende por cinco dias de conteúdo, debates e networking. A cerimônia de abertura, no dia 26 de outubro, contará com autoridades do setor de transportes e keynote speakers internacionais. No dia 27, acontecem as sessões técnicas com apresentação de trabalhos científicos e comunicações técnicas em sessões paralelas sobre diversos temas da engenharia de transportes. O dia 28 é dedicado a mesas-redondas e palestras sobre mobilidade urbana, logística, sustentabilidade e políticas públicas de transporte. No dia 29, a programação inclui workshops e minicursos sobre planejamento de transportes, engenharia de tráfego, modelagem e análise de dados, além de reuniões de grupos de pesquisa.
Um grupo de pesquisadores de transportes se reuniu no Rio de Janeiro em 1987 e decidiu criar uma associação nacional para reunir quem estudava a área no país. A iniciativa partiu do professor Rômulo Dante Orrico Filho, da COPPE/UFRJ.
Quase quatro décadas depois, ele é o primeiro entrevistado da série especial que a ANPET lança para celebrar seus 40 anos, uma iniciativa que vai ouvir ex-presidentes e personagens centrais da história da associação.
Engenheiro civil, Rômulo Orrico trabalhava na construção de estradas na Bahia quando veio ao Rio de Janeiro fazer o mestrado em transportes na COPPE, em 1974. O curso levou cinco anos. Nesse período, trabalhou na Secretaria de Transporte, na empresa pública de ônibus CTC e fez um estágio de seis meses em Paris. Defendeu a dissertação em janeiro de 1977 e foi convidado pelos próprios membros de sua banca para integrar a COPPE como professor e pesquisador. Em março de 1979, entrou formalmente para o recém-criado Programa de Engenharia de Transportes.
A ideia de fundar uma associação nacional surgiu de uma constatação feita em conversa com colegas. "Eu vi que não éramos tantos assim", recorda. Com o apoio de professores como Jofre Dan e Ricardo Bárcia, ele convidou todos os cursos de mestrado e especialização em transportes do Brasil para uma reunião no Rio de Janeiro.
Compareceram representantes de instituições de todo o país: COPPE e PUC-Rio; IPT e USP, em São Paulo; UFSC, em Santa Catarina; UFRGS, no Rio Grande do Sul; UFMG, em Minas Gerais; UnB, em Brasília; UFBA, na Bahia; UFPE, em Pernambuco; e USP São Carlos. Também estiveram presentes representantes do CNPq e do IPEA. "A proposição foi minha, de fundar a associação", diz ele.
A ANPET foi criada em 1987. Seis meses depois, em agosto do mesmo ano, realizou seu primeiro congresso, em Brasília, coordenado pela professora Yaeko Yamashita da UnB, com 150 pessoas presentes na abertura. Os anais daquela edição eram folhas soltas dentro de uma pasta dobrável de papel cuchê.
Para Orrico, a engenharia de transportes é essencialmente uma área sistêmica. "Vários outros campos do conhecimento são utilizados ali", explica. Psicologia, sociologia, economia, urbanismo, demografia, engenharia civil e engenharia de produção se combinam para entender e planejar o deslocamento de pessoas e cargas.
Ele cita uma frase que seu orientador de doutorado, o geógrafo britânico David Briggs, exibia na primeira aula de cada turma: "Transporte não tem um fim em si mesmo." A ideia é que transportes existem para servir à vida das pessoas, às cidades e à economia, e não como um fim em si.
Rômulo esteve presente em praticamente todos os congressos da ANPET desde a fundação. "Até 2014, não faltei a nenhum", afirma. "É um espaço positivo para se estar. Me sinto em casa na ANPET."
Em 1992, no congresso do Rio de Janeiro, a associação passou a exigir texto completo para submissão de artigos, em vez de apenas resumos. A mudança gerou receio de queda na participação. O resultado foi o oposto: o número de artigos submetidos aumentou.
No início dos anos 1990, um edital da FINEP para redes cooperativas de pesquisa mobilizou pesquisadores de todo o Brasil. Espontaneamente, eles marcaram uma reunião na COPPE para se organizar antes de apresentar propostas à agência. "Saiu porque é um ambiente de ação cooperativa", avalia Rômulo. Dali surgiram diversas redes de pesquisa que estruturaram a produção científica da área nos anos seguintes.
Em 2001 e 2002, quando o Congresso Nacional discutia a criação das agências reguladoras de transporte, a academia foi chamada a contribuir. Rômulo foi um dos quatro professores que depuseram perante a comissão da Câmara dos Deputados, ao lado de José Eugênio Leal, Anísio Brasileiro e Joaquim Aragão. "A gente foi ouvido".
A ANPET ocupou um espaço que o professor considera necessário desde o início. "Ela permitiu à academia fazer três coisas interligadas", resume. A primeira é divulgar o que a pesquisa produz. A segunda é construir uma ponte com os setores da sociedade. A terceira é abrir espaço para que pesquisadores e estudantes brasileiros pudessem crescer profissional e academicamente.
Ele ilustra o papel de ponte com um episódio pessoal. Convidado pelo Ministério dos Transportes para representar a academia num evento sobre carga, foi aos anais do congresso anterior da ANPET e projetou apenas os títulos dos artigos relacionados ao tema. "Tinha muito slide", diz. Para ele, aquela lista mostrava, de forma concreta, o que a associação acumula e oferece ao setor.
Orrico define a ANPET não como uma universidade, mas como um canal das universidades e dos pesquisadores, "até certo ponto, porta-voz".
A associação não tem presença formal em instâncias como o Comitê Gestor do Fundo Setorial de Transportes, mas sempre manteve interlocução com esses espaços por meio de seus membros. Quando o comitê abriu para discussão, a ANPET se pronunciou com um documento de diretrizes. "Porque tem gente lá que faz a ponte", explica.
"Esse papel ela fez, faz e ainda vai continuar fazendo", afirma.
Assista à entrevista com Rômulo Orrico Filho:
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lança a primeira edição do Prêmio BNDES Ferrovias, iniciativa criada para incentivar a pesquisa aplicada no setor ferroviário de cargas brasileiro. As inscrições estão abertas até 30 de setembro de 2026.
O prêmio contempla estudos voltados à proposição de soluções de políticas públicas para os principais desafios do setor, que podem envolver aperfeiçoamentos normativos, programas de fomento e investimento, incentivos fiscais, novos arranjos institucionais ou combinações dessas medidas.
Podem participar autores individuais ou grupos de até quatro integrantes, desde que possuam diploma de ensino superior em qualquer área de formação. Os artigos devem ser inéditos, redigidos em português e ter até 20 páginas, sem contar referências bibliográficas e anexos.
Os três melhores trabalhos receberão premiação em dinheiro: R$ 40 mil ao primeiro colocado, R$ 15 mil ao segundo e R$ 10 mil ao terceiro. Os autores dos cinco melhores artigos receberão diploma e terão seus trabalhos publicados pelo BNDES. A cerimônia de premiação está prevista para novembro de 2026.
A seleção será realizada por uma comissão examinadora composta por até sete membros, entre funcionários do BNDES e especialistas externos, com base em critérios como aderência ao tema, rigor analítico, viabilidade de implementação e originalidade.
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente por e-mail, para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., com o assunto "Inscrição - Concurso nº 001/2026 – BNDES". O edital completo e os anexos estão disponíveis no site do BNDES.
Estão abertas as inscrições para participar do VII Seminário Internacional de Pesquisa em Políticas Públicas e Desenvolvimento Social (SIPPEDES), promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Análise de Políticas Públicas (PAPP), da Universidade Estadual Paulista (UNESP), no câmpus de Franca (SP).
Com o tema “As políticas públicas como campo de lutas em tempos de regressão dos direitos”, o seminário será realizado em formato presencial e online dos dias 7 a 9 de outubro, reunindo pesquisadores, docentes, estudantes e profissionais interessados na área.
O prazo para submissão de trabalhos vai de 1º de maio a 15 de junho de 2026. As discussões estão organizadas em quatro áreas temáticas: políticas públicas e educação; políticas públicas, desenvolvimento, território e meio ambiente; políticas públicas, direitos humanos, equidade, igualdade e diversidade; e políticas públicas, mundo do trabalho e saúde.
Para quem deseja acompanhar o evento apenas como ouvinte, sem submeter trabalhos, o acesso às palestras e conferências é gratuito. As inscrições já estão abertas: basta clicar em "QUERO PARTICIPAR DAS ATIVIDADES" e selecionar a programação desejada.
A ANPET anuncia a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) como patrocinadora ouro do 40º ANPET. O congresso será realizado entre os dias 26 e 30 de outubro de 2026, em Búzios (RJ), e reúne o apoio de instituições comprometidas com o avanço do setor de transportes e da mobilidade no Brasil.
A NTU é uma entidade nacional que representa as operadoras de ônibus urbanos e metropolitanos junto ao poder público e à sociedade civil. Consolidou-se como interlocutora legítima do setor de transporte público de passageiros, reunindo, defendendo e assessorando as empresas de transporte coletivo em âmbito nacional.
A entidade tem como missão liderar, representar e articular os operadores do transporte público coletivo, promovendo políticas, projetos e parcerias que reconheçam o transporte coletivo como pilar essencial da mobilidade nas cidades brasileiras. Sua atuação está orientada para a reconquista do protagonismo do transporte público na mobilidade urbana do país, com foco em mais investimentos, qualidade no serviço, sustentabilidade econômica e valorização do seu papel estratégico.
A ANPET agradece à NTU pelo apoio e pelo compromisso com o fortalecimento da pesquisa, do ensino e do debate qualificado sobre mobilidade urbana e transporte público coletivo no Brasil.
Para saber mais sobre a entidade, acesse: https://www.ntu.org.br/
E para mais informações sobre o congresso, acesse o site oficial: https://congresso.anpet.org.br/
Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transportes (PPG-ET)
Programa de Pós-Graduação em Transportes (PPGT)
Programa de Pós-graduação em Engenharia de Transportes (PETRAN)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPCivam)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas (PPGEPS)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECAM)
Programa de Pós-Graduação em Energias Renováveis (PPGER)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC)
Programa de Pós-Graduação em Geotecnia, Estruturas e Construção Civil (PPGGECON)
Pós-Graduação em Engenharia de Produção
Mestrado em Geotecnia e Transportes
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PROPEC)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção Acadêmico
Programa de Pós-graduação da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo
Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil e Ambiental
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transportes (PPGET)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC)
Mestrado Profissional em Meio Ambiente Urbano e Industrial (PPGMAUI)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Automação e Sistemas (PPGEAS)
Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil (PPGEC)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP)
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PPGEP)
Programa de Pós-graduação em Engenharia de Transportes (PPGT)